Desemprego assusta: Leste Fluminense perde 13.718 postos de trabalho só em 2015

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A região leste do estado do Rio de Janeiro, integrada por 16 municípios (Araruama, Armação de Búzios, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Casimiro de Abreu, Iguaba Grande, Itaboraí, Maricá, Niterói, Rio Bonito, Rio das Ostras, São Gonçalo, São Pedro da Aldeia, Saquarema, Silva Jardim e Tanguá), registrou perdas de 13.718 postos de trabalho no primeiro trimestre de 2015. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, esse é o primeiro resultado negativo na região nos últimos dez anos.

A Sondagem Econômica Regional, divulgada hoje (5) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), revela que a construção civil foi o setor mais afetado, com redução de 9.119 postos de trabalho, devido principalmente às demissões registradas no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, onde foram fechadas 7.789 vagas no período.

O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, disse que isso é decorrência, em parte, da crise que o país está vivendo, “mas é muito também em função da indefinição das empresas que estão no petrolão. A economia parou, os bancos oficiais e privados não estão financiando as empresas, e isso atinge toda a cadeia produtiva, a começar pela Petrobras, e até a pequena empresa do interior”.

A entidade está chamando a atenção do Poder Público, e diz que as autoridades e o Executivo precisam encontrar uma porta de saída. “Não é possível, por força de criminosos, impedir que as empresas continuem vivas. É preciso encontrar uma forma de separar os corruptores e corruptos e deixar os empregos preservados. Que as empresas possam continuar a fazer negócios. A Petrobras não está contratando ninguém”, salientou.

Gouvêa Vieira acredita que se a Petrobras voltar a “operar direito” e se os agentes econômicos voltarem a operar, o Brasil poderá superar esse período de crise e voltar a crescer e a contratar trabalhadores. Destacou que há meses a economia está parada. “É o que está acontecendo”, reforçou.

Em Itaboraí, foram fechadas 7.789 vagas devido principalmente às demissões registradas no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

De Houston, no Texas, Estados Unidos, onde participa da Offshore Technology Conference, maior evento do mundo dedicado à área de exploração e produção de petróleo no mar, o presidente da Firjan disse ter contatado várias empresas estrangeiras que demonstraram vontade de investir no Brasil. Reconheceu, porém, que o cenário atual não favorece investimentos no país. “Não favorece porque as empresas que já estão instaladas no Brasil estão padecendo. Apostaram seus investimentos no Brasil e estão sendo frustradas. Esse desemprego está ocorrendo também nessas empresas”, salientou.

A sondagem revela que além da construção civil, todos os grandes setores da atividade econômica, no leste fluminense, apresentaram saldo negativo na geração de empregos. No comércio, foram perdidas 3.866 vagas de trabalho; na indústria, 377 postos; e na área de serviços, 344.

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