Mais de 200 alunos com deficiência participam de jogos inclusivos em Itaboraí

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inclusaoEstudantes com deficiência da rede municipal de ensino de Itaboraí participaram, nesta terça-feira (22/09), dos II Jogos de Inclusão de Itaboraí (Joita), na quadra poliesportiva da Escola Municipal Marly Cid Almeida de Abreu, no bairro de Nancilândia. Com o tema Aqui todos são campeões, mais de 200 alunos de 26 escolas do município integraram o evento e receberam medalhas ao fim. A data foi escolhida por fazer parte da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência. Arremesso de pelota, corrida em zig zag, chute a gol, caminhada assistida, cabo de guerra, futsal, panoball, bola ao arco e salto a distância estão entre as atividades individuais e coletivas realizadas.

“Sempre fizemos jogos estudantis nas escolas, mas cada uma realizava a sua em um evento menor. O Joita é a unificação do que era feito e não é apenas um evento esportivo. Faz parte de todo um processo de inclusão que estamos fazendo desde o início de nossa gestão. O primeiro passo foi formar os professores da rede, em seguida, chamar os profissionais de educação especial que tinham sido aprovados em concurso público e depois organizar as escolas de forma a receberem esses alunos com mais qualidade. O resultado pode ser visto na fisionomia de felicidade de cada criança participante do Joita”, revela a secretária municipal de Educação de Itaboraí, Susilaine Duarte. “No ano que vem o Joita será ainda mais importante em função dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio. Quem sabe não conseguimos formar um medalhista paraolímpico para futuras paraolimpíadas?”, acrescenta a secretária.

Vannina Silveira, coordenadora de Educação Especial da Secretaria de Educação ressaltar que o Joita não tem o carácter competitivo e sim inclusivo e recreativo.

“Não há perdedor somente ganhador. Por isso mesmo o slogan da ação é ‘aqui todos somos campeões’. Para o evento pensamos em modalidades esportivas que todos pudessem participar de acordo com interesse a capacidade de cada um”, afirma Vannina Silveira, informando que o evento envolveu 450 pessoas entre organizadores e participantes. “Além de servidores de Secretaria de Educação e de profissionais da rede, tivemos o apoio da guarda municipal, incluindo a banda de música e a guarda mirim, e da Cruz Vermelha”, ressalta.

Mateus Mattos, de 11 anos, que sofre de paralisia cerebral e participou da caminhada assistida, é um dos 33 alunos especiais, de um total 976, do Marly Cid. A diretora Célia Regina Costa da Silva diz que a escola tem uma equipe preparada para atender os estudantes com deficiência.

inclusão1“Temos professores mediadores, interpretes de Libras, inspetores cuidadores e material didáticos de acordo com a necessidade de cada. Há alunos especiais desde a educação infantil até a EJA (Educação de Jovens e Adultos). São crianças com baixa visão e totalmente cegos, surdos, cadeirantes e com Sindrome de Down. Há ainda cinco irmãos que estudam aqui da qual todos sofrem de deficiente mental”, conta a diretora do Marly Cid.

Aluno do 4º ano da Escola Municipal Professora Suzete Pereira Goettnaeur, no Areal, Pedro Augusto Alves de Jesus, de 10 anos, que sofre de autismo moderado, participou do chute a gol e do panoball. “Este evento provoca a integração das crianças e o desenvolvimento do coletivo. Faz eles se sentirem parte da sociedade”, avalia a mãe de Pedro, a bibliotecária Márcia Valéria Alves Caldas, de 46 anos.

André da Silva Corrêa de Paulo, de 18 anos, que tem limitação motora e de fala devido a um paralisia cerebral, participou do arremesso de pelota e zig e zag. “É um grande aprendizado para eles. Sem contar a felicidade que provoca. Já no ônibus, a caminho daqui, meu filho era pura alegria”, revela a técnica de enfermagem, Marly da Silva, de 47 anos, mãe de André que estuda na Escola Municipal Romeu Simões, em Manilha.

Ao participar do arremesso de pelota e caminhada assistida, Marya Eduarda Rodrigues Martins, de 8 anos, que tem Síndrome de Vacter (conjunto de anomalias e defeitos congênitos que acomete diversas estruturas e órgãos do corpo), deixou muito emocionada a mãe Danielle Rodrigues Martins, de 39 anos. Ela explica que a filha, na Escola Municipal Neuza da Silva Salles, em Manilha, tem várias anomalias, entre elas ausência de oito vértebras e duas costelas, que já resultaram em diversas cirurgias. “Há dois anos ela operou a medula e até pouco tempo só andava por meio de andador. Por isso, digo que minha filha anda hoje por milagre e ver ela participando deste evento é uma emoção muito grande”, afirma a mãe.

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