No dia do penta, o possível ‘adeus’ de dois gigantes e classificações justas

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Trinta de junho. Em 2002, na Ásia, o Brasil era pentacampeão. Dezesseis anos depois, 2018, os dois maiores jogadores da atual geração do futebol mundial se despediram da Copa na Rússia. Difícil existir uma data tão significante para este esporte quanto essa. Se vai ser o adeus definitivo de ambos no torneio da FIFA, só eles mesmos poderão responder, talvez nos próximos dias. Daqui a quatro primaveras, Cristiano Rolando terá 37 anos, e Messi, 35. A única certeza é de que uma das quartas de finais desta edição será entre França e Uruguai.

Neste sábado, a abertura das oitavas teve sete gols. Poderia ser mais. A displicência francesa e as várias oportunidades de gols desperdiçadas pelos campeões de 1998 impediram um baile maior. Dessa forma, abriu-se espaço para a loucura argentina (desorganizada, porém com lampejos de eficiência), que quase acabou dando certo. Messi? Alguns dirão que deu um chute que desviou e virou bola na rede, além de uma assistência para o último tento de sua seleção na Rússia. Outros apontarão que faltou algo do craque, como um gol próprio e até mais participação decisiva, protagonismo, desequilíbrio. Cada torcedor/analista vai escolher sua opinião. Porém, novamente, há uma unanimidade: Mbappé foi a fera da partida, com dois gols e um terrorismo pra cima da defesa adversária. Quatro a três para os “Bleus” (azuis).

O duelo mais complexo de se apostar em alguém ocorreu horas depois. Uruguai saiu na frente, levou o empate, recuperou-se, perdeu Cavani – o dono dos gols, por lesão – e deixou o campo também classificado. O atacante do PSG e Luis Suárez destruíram os “canhões” lusos com jogadas de velocidade e pura técnica. Pepe foi autor do empate que pouco tempo durou no placar. O país que canta suas glórias “sobre a terra e sobre o mar” ainda não conseguiu faturar o gramado. Hoje faltou inspiração para vencer o sistema quase infalível da retaguarda celeste.

Metade da primeira fase de mata-mata será completada ao fim deste domingo (1 de julho). Só mesmo o fator “jogar em casa”, combinado a mais um dia decepcionante da Fúria, pode manter a Rússia viva na disputa. Caso os espanhois apresentem o mesmo futebol das partidas contra Irã e Marrocos, existirá uma chance de eliminação dos detentores do título de 2010. No entanto, a lógica é essas últimas exibições não se repetirem. Deverá ser um grande confronto às 11h (de Brasília).

Por fim, o embate europeu entre Croácia e Dinamarca, às 15h, parece não encantar muito os olhos de quem acompanha esta festa. Porém, é bom lembrar que o time de Modric foi um dos melhores da etapa de grupos, jogando a Argentina para a encrenca que foi neste sábado. Já os dinamarqueses necessitarão de algo mais do que o mostrado diante dos australianos e dos franceses. Segunda-feira vai ser a vez do Brasil. Enquanto isso… Tem muita coisa boa para se curtir sem tanto envolvimento emocional.

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