Pacientes com Down são atendidos na Clinica Municipal Gonçalense

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As pessoas com Síndrome de Down têm muito mais em comum com o resto da população do que diferenças. E, para auxiliar na individualidade e socialização do portador de Down, a fonoaudióloga e fisioterapeuta do Núcleo de Apoio a Saúde da Família (Nasf), da Clínica Municipal Gonçalense, em São Gonçalo, realizam um trabalho de linguagem oral e psicomotricidade, que desenvolve a potencialidade e realiza a estimulação necessária para a aquisição e evolução das funções cognitivas e motoras dos pacientes da cidade.

“Através de técnicas especializadas podemos desenvolver as potencialidades dos portadores da síndrome de down, de uma forma que eles alcancem estágios avançados do desenvolvimento psicomotor e cognitivo. É essencial que os pais construam um vínculo afetivo e interajam com os filhos para conhecê-los melhor a ponto de descobrir suas habilidades e expectativas”, explica a fonoaudióloga, Izabel Rhaizyasmin.

O paciente Leonardo Azevedo, 19 anos, morador do Mutondo, é um dos mais conhecidos da Clínica. Carinhoso e simpático, está sempre fazendo novos amigos no local. Vaidoso, só vai as consultas após fazer a barba, escolher a roupa, tudo sozinho.

“Descobri a doença quando ele nasceu. No começo tentamos achar explicações e questionamos muito sobre o fato de ter nascido assim. Com o tempo, passamos a aceitar e hoje não vivo sem ele. Na época o neurologista Daniel Junior me ajudou muito com palavras que nunca esqueci. Ele explicou que o meu filho teria as limitações, mas que seria o meu melhor amigo. E hoje eu vejo que realmente é assim”, explica a mãe do Leonardo, Maria das Neves Azevedo, 46 anos.

Outros dois pacientes fazem o tratamento. A pequena Júlia de Jesus Barbosa, 6 anos, e Hélio Ricardo Antunes, 46 anos, participam do grupo e interagem com todos. Elétrica, Júlia leva uma vida normal, frequenta uma escola regular e, segundo a mãe, aprendeu a nadar sozinha.

“Minha filha é uma criança normal, com algumas limitações, mas realiza suas atividades normalmente, além de ser amorosa demais. No início demorei a aceitar mas hoje tiro de letra e posso até dar palestras sobre como cuidar e criar filhos com down”, explica a mãe da Júlia, Roseane Fortunato, 37 anos.

“As crianças são muito amorosas e cuidado e carinho que temos uns com os outros é gratificante. É o que nos motiva para continuar realizando nosso trabalho”, conta a fisioterapeuta, Patrícia Pessanha.

O desenvolvimento de uma criança com Síndrome de Down requer atenção diferenciada, pois demora mais para suas habilidades se desenvolverem. Suas aquisições são conquistadas de forma mais lenta. Pesquisas recentes comprovam que crianças com Síndrome de Down podem alcançar estágios avançados do desenvolvimento psicomotor, de linguagem e cognitivo. Para isso, a presença dos pais é essencial para o desenvolvimento efetivo das potencialidades de seus filhos, construindo assim vínculo afetivo com a criança. Se os pais interagem melhor com seus filhos, passam a conhecê-los melhor, suas habilidades, suas fraquezas, seus valores e suas expectativas

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