Morre Carlos Alberto Dias, ex-jogador dos quatro grandes do Rio, aos 59
Morreu nesta segunda-feira (5), aos 59 anos, o ex-jogador e técnico Carlos Alberto Dias, um dos raros atletas que vestiram as camisas dos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro — Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco.
Morreu nesta segunda-feira (5), aos 59 anos, o ex-jogador e técnico Carlos Alberto Dias, um dos raros atletas que vestiram as camisas dos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro — Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco. Ele estava internado no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, e comandava o Ypiranga-PE.
A causa da morte não havia sido confirmada oficialmente até a publicação desta reportagem. Segundo informações divulgadas por veículos como CNN Brasil e Terra, o treinador tinha histórico recente de problemas cardíacos, o que é apontado como provável fator. No início deste ano, ele havia passado por um procedimento para implante de stent.
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Sintomas começaram no sábado
De acordo com os relatos publicados, Carlos Alberto Dias apresentou fadiga, febre, vômitos e diarreia no sábado (3). Ele procurou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), recebeu medicação e chegou a melhorar. No domingo (4), voltou a passar mal, desta vez com dores no peito, e foi encaminhado ao Hospital Mestre Vitalino, unidade de referência da região de Caruaru.
Ele aguardava uma nova avaliação cardiológica quando morreu, na segunda-feira. Até o fim da tarde, não havia informações públicas sobre local e horário de velório e sepultamento.
Gol do título carioca de 1990 marcou passagem pelo Botafogo
Natural de Brasília, Carlos Alberto Dias ganhou projeção nacional no Rio de Janeiro. Pelo Botafogo, fez o gol que garantiu ao clube o título do Campeonato Carioca de 1990, conquista que confirmou o bicampeonato estadual do alvinegro, após o título de 1989, e manteve seu nome na memória da torcida.
Em nota, o clube de General Severiano destacou justamente esse momento: “A Família Botafogo lamenta profundamente o falecimento de Carlos Alberto Dias, meio-campista marcado na história do Clube pelo gol do título carioca de 1990”.
Depois do Botafogo, o meia transferiu-se para o Vasco, onde conquistou o bicampeonato carioca de 1992 e 1993. O clube de São Januário também se manifestou e afirmou que “lamenta profundamente o falecimento” do ex-jogador. Na sequência, ele ainda defendeu Flamengo e Fluminense, completando a passagem pelos quatro grandes da capital fluminense — trajetória pouco comum em um futebol marcado por rivalidades intensas.
Seleção, Japão e outros clubes
O bom momento no futebol carioca levou Carlos Alberto Dias à Seleção Brasileira em 1992, ano em que foi convocado para amistosos. Ao longo da carreira, ele também vestiu as camisas de Grêmio, Coritiba, Paraná e Ceará, além de ter atuado no futebol japonês, em clubes como Shimizu S-Pulse e Verdy Kawasaki, durante a fase de expansão da J-League nos anos 1990.
A carreira de jogador foi encerrada no fim daquela década. Mais tarde, ele seguiu no futebol como treinador, principalmente em clubes de menor investimento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Carreira de técnico e saúde
Como técnico, Carlos Alberto Dias comandou equipes como Castanhal (PA), Gama (DF), Frei Paulistano (SE), Guaporé (RO) e Humaitá (AC). Segundo as informações publicadas, ele chegou a deixar o comando do Humaitá para cuidar da saúde após o procedimento cardíaco no início do ano. Recentemente, havia assumido o Ypiranga, de Pernambuco, cargo que ocupava quando morreu.
O Ypiranga divulgou nota de pesar: “Neste momento de profunda dor, o Ypiranga se solidariza com seus familiares”, diz o texto, que também estende a solidariedade a amigos, atletas e comissão técnica.
Alerta sobre saúde cardíaca no esporte
A morte do treinador reacende o debate sobre o acompanhamento cardiológico de ex-atletas e profissionais do futebol, sobretudo após intervenções como a colocação de stents. Cardiologistas costumam recomendar que pacientes com histórico de doença coronariana procurem atendimento imediato diante de sintomas como dor no peito, falta de ar e cansaço fora do comum, e que mantenham consultas periódicas, mesmo quando se sentem bem.
No caso de técnicos de futebol, a rotina de viagens, pressão por resultados e jornadas longas é frequentemente citada como fator de estresse adicional. Não há, porém, informação oficial que relacione a morte de Carlos Alberto Dias a esses fatores.
Legado no futebol carioca
Para os torcedores do Rio, Carlos Alberto Dias permanece associado a dois momentos: o gol que deu ao Botafogo o título estadual de 1990 e o bicampeonato do Vasco no início da década. A passagem pelos quatro grandes clubes da cidade o coloca em um grupo restrito de jogadores que circularam entre rivais diretos e, ainda assim, deixaram marcas positivas nas torcidas.
Nos veículos consultados até a noite desta segunda-feira, não constavam notas oficiais de Flamengo e Fluminense. O Correio da Cidade Online segue acompanhando as informações sobre a despedida do ex-jogador.
