Governo quer campo de golfe das Olimpíadas no circuito internacional

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campo de golfeO secretário de Estado de Turismo do Rio de Janeiro, Claudio Magnavita, disse, após participar da 52ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Turismo, que é intenção do governo fluminense assegurar que o campo de golfe, que está sendo construído para as Olimpíadas de 2016, tenha continuidade para o circuito internacional. Presente à reunião como convidado, o ministro do Turismo, Vinicius Lages, preferiu não comentar o assunto.

Ontem (17), a audiência de conciliação para resolver o impasse ambiental da construção do campo de golfe na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, terminou sem acordo. A área em questão é vizinha ao Parque Natural Municipal de Marapendi.

Foi a terceira tentativa de conciliação entre o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ), o município do Rio e a Fiori Empreendimentos Imobiliários, responsável pelas obras. Ao final da audiência, o juiz Eduardo Antonio Klausner deu prazo de 60 dias para o município e 15 dias para a empreendedora apresentarem nova proposta. Caso o MP-RJ não concorde, a decisão do conflito caberá à Justiça.

O secretário Claudio Magnavita reiterou seu entendimento de que, após as Olimpíadas, os campos que estão sendo montados devem ser utilizados para certames internacionais, e não sejam adulterados ou reduzidos.

“A nossa preocupação é com o legado que fica. Não há dúvida que [os campos] vão ficar prontos para o certame”. Segundo ele, as Olimpíadas são um evento para o turismo, assim como ocorreu com a Copa do Mundo de Futebol. “São eventos-meio para o turismo, não eventos-fim”.

Ele destacou que a Copa teve uma mídia espontânea durante 35 dias, equivalente ao que um destino como o Rio de Janeiro leva dez anos para receber. “Isso tem que transformar em turistas, em novos voos, em mais fluxo de turismo”, salientou.

Magnavita ponderou que se um equipamento permite incluir a cidade no circuito internacional de golfe, ele não pode, depois das Olimpíadas, sofrer adulteração e ficar com número menor de buracos. Ele lembrou que “o circuito internacional de golfe é um dos segmentos que mais renda pode dar”.

A prefeitura do Rio de Janeiro informou ontem, por meio de nota, que a construção do campo de golfe para os Jogos Olímpicos foi autorizada “com observância da legislação, devidamente aprovada pelo Poder Legislativo e em atendimento aos requisitos ambientais e aos compromissos olímpicos”.

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