Metalúrgicos recebem apoio pela retomada da indústria naval

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Metalúrgicos e representantes dos sindicatos da categoria em Niterói e na cidade do Rio foram recebidos, na tarde desta quinta-feira (18), pelo prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, para discutirem a crise do setor naval e as demissões na área. Neves anunciou que em junho será realizada uma atividade conjunta em torno dessa causa, que reunirá parlamentares, trabalhadores e prefeitos em defesa dos empregos e da utilização do conteúdo nacional na cadeia produtiva de petróleo e gás.

No encontro também ficou definida a criação de um fórum permanente de debate.

“Nós vamos buscar o diálogo com os prefeitos do Rio e de Angra dos Reis para formar um fórum permanente de debate e de busca de soluções junto às instâncias estaduais e federais ,entre sindicatos de metalúrgicos e prefeituras, sobretudo dessas três cidades, que concentram a maior quantidade de empresas e empregos no setor naval”, afirmou Neves.

O prefeito disse que a reunião foi pedida pelos metalúrgicos. Ele destacou que, em encontros com os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e da Petrobras, Pedro Parente, se pronunciou sobre a necessidade de se ter um olhar sobre a situação dramática do setor naval do Rio de Janeiro.

“Há cerda de dois anos, a indústria naval gerava 36 mil empregos diretos e hoje gera 4 mil, ou seja, perdemos mais de 30 mil empregos. Em Niterói eram 14 mil postos de trabalho, que caíram para 1,5 mil. Esses trabalhadores não deixaram de existir, precisam continuar pagando aluguel e alimentação para suas famílias. É realmente uma situação dramática em um setor que é a vocação de Niterói e da cidade do Rio”, disse, acrescentando que os leilões da ANP estão prestes a acontecer. “Retirar a exigência de conteúdo nacional é realmente ferir de morte o setor naval, que já passa por imensas dificuldades nas cidades do Estado”, explicou o prefeito.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, Edson Rocha, disse que os trabalhadores pediram a reunião com o prefeito por entenderem que Niterói, além de ser a pioneira na indústria naval brasileira, tem um polo, talvez o mais prejudicado do Brasil com as demissões.

“Já tivemos audiências públicas no Rio e em Brasília. Esse encontro, no entanto,  para nós é um pontapé inicial, porque nós entendemos que são os prefeitos que devem comandar esse movimento, porque é aqui que estão os trabalhadores. A conta acaba sendo do município. Aqui também fica o sindicato. A base é aqui, onde estamos vendo metalúrgicos virarem camelôs. Então a solução tem que sair daqui. E união de cidades afetadas seria ótima, também com a participação dos municípios do entorno. Estamos no início de uma luta para transformar o setor naval em uma indústria de estado, não de governo”, disse o presidente.

Para Manoel Monteiro, representante do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, destacou que a entidade busca parceiros para que possamos fazer um movimento para reativar de fato a indústria naval.

“É muito importante pra gente que estejamos com o prefeito Rodrigo Neves nessa luta. Ele conhece bem o município, que é muito afetado com a queda da indústria naval. O fato dele estar ao nosso lado é importante porque sabemos que com o conhecimento dele teremos outras forças interessadas na retomada dessa indústria.  O prefeito Rodrigo Neves tem se colocado à disposição, de forma incansável, para que a gente tenha sucesso nesse movimento”, afirmou Monteiro.

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