Unidade soluciona 88% dos casos de desaparecimento

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desaparecimentoEspecializada em solucionar desaparecimentos, a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) já resolveu 88% dos casos investigados. Entre setembro de 2014, quando foi inaugurada, e dezembro do ano passado, 2.491 pessoas desapareceram. Deste total, 2.192 foram encontradas pelos policiais da especializada e 299 casos estão em andamento.

A maior parte dos desaparecidos é adultos, entre 18 e 59 anos, que correspondem a 54% dos casos. Em seguida, estão os jovens, de 0 a 17 anos, que são 35% dos registros. Os idosos, com mais de 60 anos, representam 11%. Segundo a delegada da especializada, Elen Souto, cada grupo possui um determinado perfil de desaparecimento e demanda um modo de investigação específico.

“Muitos adultos desaparecem por envolvimento com drogas ou transtornos mentais. Já crianças e adolescentes fogem de conflitos em casa ou são aliciadas para prostituição ou tráfico. Entre os idosos, muitos sofrem do Mal de Alzheimer e outras doenças mentais. Por isso, é importante que as pessoas portem algum tipo de identificação, que possa ajudar na investigação”, explicou a titular.

Para Elen Souto, o ideal é que a pessoa com transtornos use um cordão ou pulseira apenas com o nome completo. Na DDPA, com a autorização da família, são produzidos cartazes com a foto, informações sobre o desaparecido e o telefone da delegacia. Os cartazes são de pessoas vulneráveis: menores de idade, idosos e adultos com transtornos mentais.

“Em cartazes com o telefone da família, uma pessoa mal intencionada pode tentar extorquir os familiares para devolver o desaparecido. Por isso, produzimos o material, que é entregue à família e publicado nas redes sociais”, disse a delegada.

Delegacia amplia parceria com a Secretaria de Saúde

A Delegacia de Descoberta de Paradeiros ampliou a parceria com a Secretaria de Saúde para identificar pessoas que dão entrada na rede estadual. Desde o fim de 2015, a chegada de pacientes sem identificação em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) é comunicada à Polícia Civil, procedimento já realizado nas emergências estaduais.

Diariamente, o Núcleo de Comunicação Social da DDPA e a Central de Regulação da Secretaria de Saúde trocam informações como nome, idade e características físicas de desaparecidos e pacientes não identificados. De acordo com a delegada Elen Souto, graças a parceria, desde janeiro do ano passado, cerca de 200 pessoas já foram localizadas nos hospitais estaduais, algumas antes mesmo de o registro do desaparecimento ser feito pelos familiares em uma delegacia.

desaparecimento1“Essa articulação é importante para identificarmos e comunicarmos às famílias sobre a localização, seja nos hospitais de emergência ou nas UPAs, porque algumas pessoas chegam completamente desorientadas, conscientes ou não, e sem documentação. Além disso, o sistema da Polícia Civil é totalmente informatizado e integrado, o que facilita a busca do registro de ocorrência”, explicou a delegada.

A DDPA também articula com a Secretaria Municipal de Saúde para iniciar, este ano, a parceria com as unidades de emergência no Rio de Janeiro e, em seguida, estender para as Clínicas da Família e os Postos de Assistência Médica.

A delegada ressaltou que não há prazo mínimo para registrar o desaparecimento, que pode ser feito imediatamente, em qualquer delegacia distrital ou diretamente na especializada. As informações serão encaminhadas para a unidade local responsável pela investigação.

” No Estado do Rio, temos três unidades de investigação: a DDPA e os núcleos de desaparecidos nas delegacias de homicídios da Baixada Fluminense e de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. No entanto, o registro pode se feito em qualquer distrital, para a comodidade do cidadão”, afirmou Elen Souto.

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