Unidades de Conservação localizadas na Baía de Guanabara divulgam censo de animais

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Divulgação / Acervo APA de Guapi-Mirim/ESEC da Guanabara

Desde o ano de 2008, um amplo programa de monitoramento ambiental vem diagnosticando os atributos ambientais da área mais preservada da Baía de Guanabara, desde água subterrânea até análises meteorológicas, passando pela qualidade dos rios e biodiversidade existente. Este monitoramento vem revelando a extrema importância da conservação ambiental deste pedaço da Baía de Guanabara ainda desconhecido por muitos.

Os estudos revelaram a existência de 242 espécies de aves,  167 espécies de peixes (sendo 81 marinhos e 86 fluviais),  34 espécies de répteis e 32 espécies de mamíferos, que habitam o mangue, as florestas alagadas, os rios e o mar fundo da Baía de Guanabara.

Deste censo merecem evidência o boto-cinza, espécie mais ameaçada, com pouco mais de 30 animais restantes, em vista de extinção local, o gato mourisco (espécie de felino de pequeno porte), a lontra e uma diversidade imensa de aves, algumas em risco de extinção, como o pato-do-mato, a biguatinga e outras espécies migratórias do hemisfério norte, tais como trinta-reis-de-bando e trinta-reis-real.

A biodiversidade aquática também merece destaque. Estima-se que mais de 2.000 famílias vivam diretamente da pesca existente na Baía de Guanabara nos dias de hoje. Grande parte dos peixes e crustáceos de valor comercial, tais como tainhas, corvinas, robalos, camarão, siri e caranguejo, são encontrados neste espaço da Baía de Guanabara, que por muitos já é conhecido como a Arca de Noé, onde, um dia, com a Baía de Guanabara despoluída, toda sua biodiversidade renascerá.

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