Rio e mais 9 cidades em alerta de temporal; chuva segue até quarta
O Rio de Janeiro e outras nove cidades da Região Metropolitana passam esta segunda-feira (5) sob alerta de tempestade do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), depois de um fim de semana em que alguns bairros da capital acumularam mais de 160 milímetros de chuva.
O Rio de Janeiro e outras nove cidades da Região Metropolitana passam esta segunda-feira (5) sob alerta de tempestade do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), depois de um fim de semana em que alguns bairros da capital acumularam mais de 160 milímetros de chuva. Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Petrópolis estão no nível laranja, de perigo, com previsão de 50 a 100 mm até o fim do dia. A instabilidade deve continuar pelo menos até quarta-feira (7).
Quais cidades estão em alerta
O aviso amarelo de tempestade, considerado de perigo potencial, vale das 8h55 às 23h59 desta segunda e abrange Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Magé, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Belford Roxo, São João de Meriti e Petrópolis. Para essas áreas, o Inmet prevê até 50 mm de chuva no dia, rajadas de vento de até 60 km/h e possibilidade de granizo. O instituto classifica como baixo o risco de queda de árvores, cortes de energia e alagamentos, mas não o descarta.
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Em três municípios, o nível de atenção é maior. Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e Petrópolis, na Região Serrana, estão sob alerta laranja de acumulado de chuva, válido das 9h11 às 23h59. Nesse cenário, o Inmet aponta risco de alagamentos em áreas urbanas, deslizamentos de encostas e transbordamento de rios em pontos vulneráveis.
Solo encharcado aumenta o risco nas encostas
A preocupação com as áreas de morro se deve ao volume que já caiu nos últimos dias. Segundo dados do sistema Alerta Rio, da prefeitura da capital, citados pela CNN Brasil, a Rocinha, na Zona Sul, registrou 163,4 mm durante o fim de semana. O Jardim Botânico somou 132,8 mm; a estação Barra/Barrinha, 127,2 mm; Laranjeiras, 107,8 mm; e o Alto da Boa Vista, 107,6 mm.
Com o solo saturado, uma quantidade menor de chuva passa a ser suficiente para provocar movimentos de terra. Por isso, comunidades em encostas das zonas Sul, Norte e Oeste da capital, além de bairros em áreas de morro na Baixada e em Niterói e São Gonçalo, exigem acompanhamento mais próximo da Defesa Civil durante esta semana.
Frente fria mantém instabilidade até quarta-feira
A mudança no tempo é provocada por uma frente fria que chegou ao centro do estado nesta segunda e não avançou em direção ao Espírito Santo e a Minas Gerais. O sistema deve permanecer sobre as regiões central e litorânea fluminense, combinando umidade, calor e vento, o que favorece a formação de temporais. A previsão é de chuva forte em toda a Região Metropolitana do Rio até quarta-feira (7).
Na capital, a probabilidade de chuva estimada para esta segunda é de 70% durante o dia e 85% à noite, segundo boletim divulgado pela CartaCapital, com temperaturas entre 21°C e 25°C. Niterói e São Gonçalo devem seguir o mesmo padrão. A tendência é de melhora gradual a partir de terça-feira (6), com aquecimento ao longo da semana: na sexta-feira (9), os termômetros podem chegar perto de 28°C, com sol entre nuvens.
Domingo de eleição já teve falta de luz
Os efeitos do tempo instável já foram sentidos no domingo (4), dia do primeiro turno das eleições. Eleitores enfrentaram chuva, ventania e interrupções no fornecimento de energia em vários pontos do estado, inclusive em locais de votação. Antes da eleição, o TRE-RJ já havia pedido geradores para 49 escolas por causa de furtos de cabos, o que mostra a fragilidade da rede elétrica em parte da Região Metropolitana.
Na semana anterior, entre 29 de setembro e 4 de outubro, o Inmet emitiu alertas amarelos e laranjas quase diários para a capital e cidades vizinhas, alguns com previsão de rajadas de até 100 km/h. Na sexta-feira (2), a Defesa Civil estadual apontou risco alto de deslizamento em Teresópolis e risco hidrológico elevado em Petrópolis, Teresópolis e Rio das Flores.
Histórico pede cautela na Região Serrana e na Baixada
Petrópolis e a Baixada Fluminense têm histórico de tragédias associadas a chuvas intensas. Em fevereiro de 2022, o temporal que atingiu Petrópolis deixou mais de 230 mortos e se tornou um dos piores desastres da história recente do estado. Desde então, a cidade ampliou o uso de sirenes e alertas por SMS, mas ainda tem milhares de moradores vivendo em áreas de risco. Na Baixada, transbordamentos de rios e alagamentos de grandes avenidas se repetem a cada período de chuva forte, afetando o transporte e o comércio.
O que fazer em caso de emergência
A orientação dos órgãos de defesa civil é evitar áreas alagadas, não atravessar ruas com correnteza e, em encostas, deixar a casa ao ouvir as sirenes ou notar rachaduras, inclinação de postes e árvores ou água barrenta escorrendo pelo terreno. Também é recomendado não se abrigar sob árvores ou perto de placas metálicas durante as rajadas de vento.
Os contatos são: Defesa Civil, no 199 (ligação gratuita, 24 horas); Corpo de Bombeiros, no 193; e falhas de energia devem ser comunicadas à concessionária pelo 116. Para receber alertas oficiais no celular, basta enviar o CEP por SMS para o número 40199.
Próximos dias
Com a frente fria estacionada e o solo encharcado, a terça-feira (6) ainda exige atenção, mesmo com a previsão de chuva menos intensa. Os alertas do Inmet são atualizados diariamente, e o Correio da Cidade Online acompanha os boletins da Defesa Civil e eventuais ocorrências na capital, em Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí e na Baixada Fluminense.
