Pesquisas de véspera põem Paes no limite da vitória no 1º turno no RJ

As duas últimas pesquisas divulgadas antes do primeiro turno, neste sábado (3), colocam Eduardo Paes (PSD) no limite entre vencer a eleição para o governo do Rio de Janeiro já neste domingo (4) ou disputar o segundo turno com Douglas Ruas (PL), em 25 de outubro.

As duas últimas pesquisas divulgadas antes do primeiro turno, neste sábado (3), colocam Eduardo Paes (PSD) no limite entre vencer a eleição para o governo do Rio de Janeiro já neste domingo (4) ou disputar o segundo turno com Douglas Ruas (PL), em 25 de outubro. Pela Quaest, Paes tem 51% dos votos válidos; pelo Datafolha, 49%. Nos dois casos, a diferença para o patamar de 50% mais um voto está dentro da margem de erro.

O que dizem os números

A pesquisa Quaest, contratada pela TV Globo, ouviu 3.204 eleitores entre sexta (2) e sábado (3) e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ-03032/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE:

No cenário que exclui Anthony Garotinho (Republicanos), cujos votos serão anulados por decisão da Justiça Eleitoral, Paes aparece com 51% dos votos válidos, contra 43% de Ruas. William Siri (PSOL) tem 3%, e os demais candidatos somam 1% ou menos cada. Quando o nome de Garotinho é incluído na simulação, Paes cai para 49%, Ruas fica com 40% e o ex-governador registra 6%.

O Datafolha, encomendado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, entrevistou 2.010 eleitores, também com margem de erro de dois pontos (registro RJ-01334/2026). No cenário sem Garotinho, Paes tem 49% dos válidos e Ruas, 40%. Em relação à rodada anterior do instituto, Paes oscilou um ponto para cima (de 48% para 49%) e Ruas subiu dois (de 38% para 40%). Na simulação que mantém Garotinho, o placar é de 46% a 38%, e a vantagem do candidato do PSD, que era de 12 pontos, caiu para oito.

Por que o cenário sem Garotinho importa

O nome de Garotinho continuará na urna eletrônica, mas o TSE revogou na sexta-feira a liminar que lhe permitia fazer campanha, e os votos dados a ele serão anulados enquanto o registro estiver indeferido. Na prática, esses votos deixam de entrar na conta dos votos válidos, que é a base usada para definir se um candidato vence no primeiro turno. Por isso, os institutos passaram a destacar a simulação sem o ex-governador como a mais próxima da apuração real.

Pela legislação, vence no primeiro turno quem obtiver mais da metade dos votos válidos, excluídos brancos e nulos. Com a margem de erro de dois pontos, o resultado de Paes na Quaest pode variar entre 49% e 53%; no Datafolha, entre 47% e 51%. Ou seja, nenhuma das pesquisas permite afirmar com segurança se haverá ou não segundo turno.

Segundo turno e Senado

Caso a disputa siga para 25 de outubro, o Datafolha simulou um confronto direto entre os dois primeiros colocados: Paes teria 50% e Ruas, 41%, considerando o total de entrevistados. Brancos, nulos e quem diz não votar em nenhum somam 6%, e 3% estão indecisos.

Na corrida pelas duas vagas do Rio no Senado, Benedita da Silva (PT) lidera no Datafolha com 26% dos votos válidos. Logo atrás, em empate técnico, aparecem os dois candidatos do PL, Carlos Portinho e Carlos Jordy, com 19% e 18%. Como cada eleitor escolhe dois nomes, a segunda cadeira segue em aberto.

Contexto e cautelas

O estado do Rio tem cerca de 12,86 milhões de eleitores aptos, o terceiro maior colégio eleitoral do país, e nove candidatos disputam o Palácio Guanabara. Em 2022, o governador eleito, Cláudio Castro, venceu já no primeiro turno; em 2018, a escolha só foi definida no segundo.

Os próprios institutos ressaltam que pesquisas são um retrato do momento em que foram feitas e não uma previsão do resultado. Há ainda diferenças de metodologia e de período de coleta entre Quaest e Datafolha, o que ajuda a explicar a variação de dois pontos entre elas. O nível de abstenção também pode alterar a composição dos votos válidos: o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê tempo abafado, com máxima de 30°C e pancadas isoladas no Rio neste domingo.

A tendência das últimas semanas, porém, é de aproximação entre os dois primeiros colocados. A campanha de Ruas, apoiada pelo PL, cresceu nas rodadas recentes dos institutos, enquanto Paes se manteve estável na faixa próxima de 50% dos válidos. Já Garotinho, que chegou a ser liberado provisoriamente para fazer campanha, terminou a disputa sem poder ter os votos contabilizados, o que redistribuiu parte do eleitorado nas simulações.

O que muda a partir desta noite

A propaganda eleitoral nas ruas termina às 22h deste sábado. No domingo, é proibido distribuir santinhos, fazer carreatas e boca de urna; a infração pode render detenção de seis meses a um ano, convertida em serviços comunitários, e multa de R$ 5.320,50 a R$ 15.961,50. O eleitor pode manifestar preferência de forma silenciosa, com camisas, broches, adesivos ou bandeiras. Celulares e outros aparelhos eletrônicos são proibidos na cabine de votação.

Conclusão

As pesquisas de véspera indicam que a eleição para o governo do Rio será decidida voto a voto na fronteira dos 50%. Se Paes ultrapassar esse patamar, o estado conhece o novo governador já na noite de domingo; se ficar abaixo, Paes e Ruas voltam às ruas para mais três semanas de campanha. A resposta virá das urnas, e a apuração do TSE deve começar logo após o encerramento da votação, às 17h.

Deixe um comentário