Fim da onda de calor traz alerta laranja de temporal ao RJ

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) elevou para laranja, o segundo nível mais alto da sua escala, o alerta de tempestade para esta quarta-feira (30) no Rio de Janeiro.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) elevou para laranja, o segundo nível mais alto da sua escala, o alerta de tempestade para esta quarta-feira (30) no Rio de Janeiro. e em outras nove cidades da Região Metropolitana, entre elas Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. O aviso prevê chuva de 30 a 60 milímetros por hora, ventos que podem chegar a 100 km/h e queda de granizo, no mesmo dia em que termina o alerta vermelho de calor extremo que vigora desde o último sábado (26).

A combinação de calor intenso e chegada de uma frente fria vinda do Sul do país cria o ambiente favorável para temporais rápidos e fortes. O alerta laranja vale das 0h às 23h59 de quarta e abrange, além da capital, Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaboraí, Magé, Niterói, Nova Iguaçu, Petrópolis, São Gonçalo e São João de Meriti.

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O que prevê o alerta laranja

Segundo o Inmet, o nível laranja indica “perigo” e aponta riscos de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e danos a plantações. Até a manhã desta terça, o aviso para quarta era amarelo, com previsão de até 50 milímetros de chuva no dia e rajadas de até 60 km/h. A atualização, divulgada no fim da manhã, elevou a previsão de rajadas de 60 km/h para até 100 km/h.

Em Maricá, que também está sob influência do sistema, a previsão local indica máxima em torno de 30°C nesta terça e de até 32°C na quarta, antes de uma queda acentuada: a expectativa é de máximas próximas de 22°C na sexta-feira (2). O município segue com alerta amarelo para tempestades até as 23h59 desta terça, com chuva de 20 a 30 milímetros por hora e ventos de 40 a 60 km/h.

Previsões divergem sobre a intensidade na capital

Nem todos os serviços de meteorologia projetam o mesmo cenário para o Grande Rio. A Climatempo informou, em boletim publicado na manhã desta terça, que a frente fria chega ao Sudeste na quarta e avança pela região até sexta-feira (2), mas que na capital e em outras áreas da Região Metropolitana as pancadas devem ocorrer de forma isolada, com intensidade fraca a moderada. Para o interior fluminense, a empresa prevê chuva moderada a forte.

A própria Climatempo, porém, alerta para rajadas de vento moderadas a fortes e para risco elevado de trovoadas, justamente porque a atmosfera está muito aquecida. Na prática, isso significa que os temporais podem ser localizados, atingindo com força alguns bairros e poupando outros. Por isso, a recomendação dos órgãos de defesa civil é acompanhar os boletins ao longo do dia.

Cinco dias de calor acima da média

O alerta vermelho de “grande perigo” por onda de calor, emitido pelo Inmet para a Região Metropolitana, o Centro e o Sul Fluminense, vale do meio-dia de sábado (26) até as 18h desta quarta. O critério técnico para caracterizar uma onda de calor é a temperatura ficar ao menos 5°C acima da média climatológica por cinco dias ou mais.

De acordo com os meteorologistas, o fenômeno foi provocado por uma área de baixa pressão entre o norte da Argentina e o oeste do Paraguai, que empurra ar quente em direção ao Brasil, somada a um sistema de alta pressão em níveis elevados da atmosfera. A combinação forma a chamada “cúpula de calor”, que impede a renovação da massa de ar. Para áreas do interior do país, as previsões indicavam máximas de até 41°C.

Setembro quente não é novidade

O calor fora de época tem se repetido na cidade. Em setembro de 2025, o Centro de Operações e Resiliência (COR) da Prefeitura do Rio registrou máxima de 40,9°C no dia 21, e o mês fechou com apenas 37,9 milímetros de chuva, pouco mais da metade da média histórica de 72,6 milímetros. À época, o órgão resumiu que o mês que começou no inverno e terminou na primavera teve “toda a cara de verão”.

Em julho deste ano, uma ventania provocou falta de luz e paralisou parte dos transportes no Rio, episódio que mostrou o impacto de rajadas fortes sobre a rede elétrica e a arborização urbana, dois dos riscos listados no alerta desta quarta.

Impacto para a população e cuidados

Até o fim da tarde de quarta, a principal preocupação é com a saúde, sobretudo de idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas. A Defesa Civil orienta beber bastante água, evitar exposição ao sol entre 10h e 17h, usar roupas leves e claras, buscar locais ventilados e à sombra e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas. Em caso de mal-estar, tontura ou sinais de insolação, o Samu atende pelo 192.

Durante o temporal, a recomendação é não se abrigar debaixo de árvores, evitar áreas alagadas, não tocar em fios caídos e manter-se longe de estruturas como outdoors e placas. Moradores de áreas de encosta devem ficar atentos às sirenes e aos avisos da Defesa Civil municipal. Emergências podem ser comunicadas à Defesa Civil pelo 199 e ao Corpo de Bombeiros pelo 193. Em Maricá, o centro de monitoramento também atende pelo (21) 2637-1999. Problemas na rede elétrica devem ser informados aos canais da concessionária responsável pela região.

O que esperar nos próximos dias

Com a passagem da frente fria, a tendência é de queda gradual das temperaturas a partir de quinta-feira (1º) e de tempo mais ameno no fim da semana. Os modelos meteorológicos ainda podem ser ajustados, e o próprio Inmet ressalta que a intensidade e a área de abrangência dos fenômenos podem mudar à medida que novos dados são incorporados às previsões. A orientação é consultar os boletins oficiais do Inmet, do Sistema Alerta Rio e das defesas civis municipais antes de sair de casa na quarta-feira.

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