PRF apreende 2 toneladas de maconha em caminhão de adubo na Dutra
PRF prende motorista com cerca de 2 toneladas de maconha sob carga de adubo na Dutra, em Piraí. Droga saiu de Maringá (PR) e seguia para o Rio. Veja o caso.
Policiais rodoviários federais prenderam, na tarde de sexta-feira (23), um motorista de 36 anos que transportava cerca de 2 toneladas de maconha escondidas sob uma carga de adubo, na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), em Piraí, no Sul Fluminense. Segundo a PRF, a droga saiu de Maringá, no Paraná, e tinha como destino a cidade do Rio de Janeiro.
A abordagem ocorreu durante uma fiscalização de rotina na rodovia. O condutor estava sozinho no caminhão e, inicialmente, disse que transportava uma “carga de adubo”. Ao inspecionar o veículo, os agentes retiraram uma lona que cobria parte da carga e encontraram vários tabletes de maconha, que somaram aproximadamente duas toneladas. A PRF não divulgou o peso exato nem o quilômetro da rodovia em que o caminhão foi parado.
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O motorista foi preso e levado, junto com a droga, à Superintendência Regional da Polícia Federal, na Praça Mauá, no Centro do Rio, que ficou responsável pelos procedimentos de polícia judiciária. O nome do preso não foi divulgado, e não há informação sobre a participação de outras pessoas no transporte.
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Como a droga foi escondida
O método descrito pela PRF é comum em apreensões de grande volume: a maconha ficou sob uma lona, coberta por uma carga legítima e de aparência banal, o adubo. A estratégia busca reduzir a chance de que uma inspeção superficial revele o entorpecente, já que fertilizantes e produtos agrícolas circulam em grande quantidade pelas rodovias que ligam o Sul do país ao Sudeste.
De acordo com o relato do motorista aos policiais, o caminhão foi carregado em Maringá, no Noroeste do Paraná, e seguiria até a capital fluminense, onde ele receberia um pagamento pelo transporte. Essa versão consta da ocorrência, mas ainda será apurada pela Polícia Federal, que deverá investigar quem contratou o frete, quem seria o destinatário e se havia outros envolvidos na logística.
A rota Paraná–Rio e o papel da Dutra
A BR-116, na Dutra, é o principal corredor rodoviário entre São Paulo e o Rio de Janeiro e uma das vias mais fiscalizadas do estado. Piraí fica no trecho do Sul Fluminense, antes da chegada à Região Metropolitana, o que significa que a carga já estava em território fluminense, a caminho da capital, quando foi interceptada.
Apreensões de maconha vinda do Paraná, principal porta de entrada da droga produzida no Paraguai, não são novidade. Em 21 de junho deste ano, a Polícia Federal apreendeu cerca de 1,6 tonelada de maconha e 2 quilos de haxixe escondidos em uma carreta de cimento na BR-277, em Cascavel (PR). Segundo a PF, a carga abasteceria comunidades do município do Rio, e a investigação de inteligência partiu da Delegacia de Repressão a Drogas da capital fluminense.
Em setembro, a PRF interceptou 2,46 toneladas de maconha escondidas em caixas de repolho na BR-280, em Rio Negrinho (SC). Naquele caso, o motorista disse ter sido contratado por R$ 15 mil para entregar a carga em Florianópolis. Os dois episódios mostram que o modelo de transporte em caminhões com carga de fachada se repete em diferentes estados, embora cada caso envolva grupos e destinos distintos.
O que pode acontecer com o motorista
O condutor deve responder por tráfico de drogas. A Lei de Drogas (Lei 11.343/2006) prevê pena de 5 a 15 anos de reclusão para o crime, além de multa, e a definição final da acusação cabe às autoridades competentes após o inquérito. Como a prisão foi feita em flagrante, a Justiça deverá avaliar, em audiência de custódia, se a prisão será mantida. Ainda não há informação sobre a defesa do preso.
Também será analisado o destino do caminhão e da carga de adubo, que podem ser alvo de perícia e de medidas de apreensão, conforme o andamento do inquérito. A droga apreendida é encaminhada para perícia, que confirma a substância e a quantidade exata.
Por que o caso importa para o Rio e a Região Metropolitana
A maconha é uma das drogas mais consumidas no país e abastece o varejo nas comunidades do Rio e de municípios vizinhos, como Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí. Apreensões em rodovias, longe do ponto final de venda, são consideradas pelas forças de segurança uma forma de atingir a logística do tráfico e a receita dos grupos criminosos, e não apenas o varejo. Identificar quem financia e quem receberia a carga, porém, depende de investigação, que no caso ainda está no início.
O próximo passo do caso está com a Polícia Federal, que vai ouvir o motorista, periciar a droga e tentar identificar o destinatário em território fluminense. O Correio da Cidade Online acompanha o caso e atualizará a matéria com novas informações da PRF e da PF.



