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Esportes

Flamengo pede na Conmebol vitória por 3 a 0 sobre o Estudiantes

Flamengo pede à Conmebol derrota por 3 a 0 do Estudiantes por escalação de Rojo. CAS julga o caso em 12/11 e a final é em 28/11. Entenda.

Lance do jogo de ida entre Estudiantes e Flamengo, em La Plata, pela semifinal da Libertadores
Jogo de ida terminou 0 a 0, em La Plata (Foto: Adriano Fontes/CRF)

Eliminado da Copa Libertadores nos pênaltis, o Flamengo decidiu levar a disputa para os tribunais esportivos. Na sexta-feira (23), o clube carioca protocolou na Conmebol uma reclamação contra a escalação do zagueiro argentino Marcos Rojo pelo Estudiantes e pede que o time de La Plata seja punido com derrota por 3 a 0, o que devolveria ao rubro-negro a vaga na final contra o Palmeiras.

O Estudiantes avançou na quinta-feira (22), no Maracanã, ao vencer a disputa de pênaltis por 3 a 2 depois de dois empates sem gols, um em La Plata e outro no Rio. O goleiro Fernando Muslera defendeu as cobranças de Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique. Rojo foi titular na partida de volta e deixou o campo no segundo tempo.

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O ponto central da reclamação é o caminho jurídico que permitiu a presença do defensor. A Conmebol havia rejeitado o registro do jogador, e foi uma medida cautelar da Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês, ou TAS, em português) que autorizou a escalação. Até agora a entidade sul-americana não anunciou decisão sobre o protesto.

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Como o caso Rojo começou

Segundo as reportagens publicadas, o Estudiantes contratou Marcos Rojo no início de outubro para ocupar a vaga do zagueiro Gabriel Neves, lesionado. A Conmebol negou a inscrição do jogador na Libertadores. Os veículos divergem sobre o motivo: La Nación e Olé citam as regras de transferência da Fifa, enquanto o ge e o Estadão apontam que o prazo de recuperação do atleta lesionado não atendia ao regulamento da competição para substituições.

Sem o aval da Conmebol, Rojo ficou fora do jogo de ida, em 15 de outubro, em La Plata, que terminou em 0 a 0. O clube argentino então recorreu ao CAS, alegando que a inscrição seguiu as regras aplicáveis, que a federação argentina já havia liberado o atleta para competições nacionais e que há precedentes de registros aceitos em situações parecidas.

A medida cautelar foi divulgada na quarta-feira (21), um dia antes da partida de volta. Pela decisão provisória, Rojo poderia ser relacionado enquanto a disputa de fundo continua. O ge informou que a ordem faz o clube responsável pelo uso do jogador em eventuais processos posteriores.

O que o Flamengo alega e o que pede

Na reclamação, o Flamengo sustenta que a autorização do CAS tem caráter provisório e não equivale a uma decisão definitiva sobre a regularidade do jogador. O clube pede a abertura de processo disciplinar. Conforme o ge, a petição cita o artigo 19 do Código Disciplinar, que prevê derrota por 3 a 0 para a equipe que escalar um atleta de forma irregular. Um placar de 3 a 0 contra o Estudiantes classificaria o Flamengo no agregado.

O Estadão mencionou ainda a possibilidade de multa de cerca de US$ 5 mil e de sanções ao jogador. O texto integral da reclamação não foi divulgado, e as informações disponíveis vêm de relatos de veículos de imprensa e de pessoas ligadas ao caso.

O Flamengo também recorre a um precedente. De acordo com o 365Scores, o clube se diz animado com a punição aplicada ao Santos em 2018, quando a equipe paulista perdeu por 3 a 0 por escalar o lateral Carlos Sánchez contra o Independiente. A mesma reportagem ressalva que o cenário atual é diferente: o Santos não tinha autorização do CAS, e a Conmebol só chegou a esse desfecho depois de meses.

A defesa do Estudiantes e os contrapontos

O Estudiantes trata o protesto com calma, segundo La Nación e Olé. O clube afirma que Rojo constava da lista de jogadores de boa-fé desde as 11h, no horário do Rio, do dia do jogo e que a ordem judicial respalda a contratação. Um advogado de direito esportivo ouvido pelo Olé disse não ver base jurídica para a queixa, já que o tribunal que concedeu a liminar tem hierarquia superior à da Conmebol. Segundo o Bolavip, o clube recebe orientação de advogados na Suíça.

Também há ceticismo em parte da imprensa esportiva brasileira. O jornalista Paulo Vinicius Coelho avaliou que é “muito improvável” que a Conmebol aceite o pedido. O Bolavip registra que uma decisão da entidade enquanto a cautelar estiver em vigor é pouco provável e que o julgamento pode sair apenas depois da final.

Na Conmebol, o silêncio é regra. O Estadão informou que a entidade não comenta casos antes de seu encerramento. Os prazos para a defesa do Estudiantes variam conforme a fonte: o 365Scores fala em segunda-feira (26), às 18h de Brasília, o Estadão cita 24 horas e La Nación e Olé mencionam a próxima semana. A Conmebol não publicou cronograma oficial.

Palmeiras fala em mérito e o calendário aperta

Finalista pelo outro lado do chaveamento, o Palmeiras acompanha a discussão de fora. Em 24 de outubro, o técnico Abel Ferreira afirmou que o time chegou à decisão “por mérito” e “sem asteriscos”, disse que as questões jurídicas “não são comigo” e que o Palmeiras estará na final. A presidente Leila Pereira criticou publicamente o pedido do Flamengo, segundo a imprensa, mas os detalhes da declaração não foram confirmados nas fontes consultadas.

O calendário também pesa. O julgamento do mérito no CAS está previsto para 12 de novembro, 16 dias antes da final, marcada para 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu. O horário da partida ainda não foi confirmado pela Conmebol, e o adversário do Palmeiras dependerá do desfecho.

O que vem pela frente para o Flamengo

Enquanto a discussão segue fora de campo, o Flamengo volta as atenções ao Campeonato Brasileiro. O time enfrenta o Atlético-MG na segunda-feira (26), às 20h, no Maracanã, pela 32ª rodada, e depois encara o Vasco na quinta-feira (29), também às 20h, em clássico cujo local ainda aguarda oficialização da CBF.

Até que a Conmebol se manifeste, o resultado em campo permanece válido: o Estudiantes segue classificado e o Flamengo, eliminado. A reclamação transforma o episódio em uma disputa regulamentar de desfecho incerto, com prazos ainda indefinidos e um possível efeito direto sobre a decisão do torneio continental.

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