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Esportes

Vasco x Flamengo vai ao Engenhão; CBF ainda não oficializa o jogo

Vasco diz que clássico com o Flamengo, dia 29 às 20h, será no Nilton Santos. CBF ainda não oficializou; Maracanã e São Januário ficaram de fora.

Fachada do Estádio Nilton Santos, o Engenhão, no Engenho de Dentro, Zona Norte do Rio
Estádio Nilton Santos, no Engenho de Dentro, deve receber Vasco x Flamengo. Foto: Wikimedia Commons

O Vasco informou que vai mandar o clássico contra o Flamengo, pela 33ª rodada do Brasileirão, no Estádio Nilton Santos, o Engenhão, na quinta-feira (29), às 20h. A mudança, porém, ainda não aparece como oficializada pela CBF, e o Maracanã e São Januário ficaram fora da disputa por motivos diferentes: o gramado, em um caso, e a segurança, no outro.

A confirmação partiu do presidente da Assembleia Geral do Vasco, Alan Belaciano, em declarações divulgadas na sexta-feira (23). Segundo ele, o clube pediu para jogar em São Januário, mas não conseguiu autorização da CBF nem das autoridades policiais do Rio. O Maracanã, por sua vez, foi descartado pela preocupação com o estado do campo.

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Data e horário, ao contrário do local, já foram definidos pela CBF. O Vasco, que ocupa a 15ª posição com 35 pontos, busca ampliar a distância para a zona de rebaixamento. O Flamengo lidera o campeonato e disputa o título com o Palmeiras, de acordo com a cobertura consultada.

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Por que o Maracanã ficou de fora

Belaciano disse que o Fluminense joga no Maracanã na véspera, e que o Vasco não quer prejudicar o gramado. O Fluminense recebe o Internacional no estádio na quarta-feira (28). “Vamos jogar no Engenhão, até porque estamos muito preocupados com a situação do gramado do Maracanã”, afirmou o dirigente, conforme publicado pelo Diário do Rio. Em outra declaração, ele disse que o clube vai “deixar o consórcio cuidar do gramado dessa vez”.

O dirigente também afirmou que o consórcio que administra o Maracanã não cumpre os acordos firmados com os clubes. Os episódios citados foram os jogos contra o Vitória, pela Copa do Brasil, e contra Santa Fe e Boca Juniors, pela Copa Sul-Americana. No caso do Boca, o uso do estádio só ocorreu após decisão judicial, tema que o Correio da Cidade Online acompanhou nas semanas anteriores ao duelo, quando o Ministério Público do Rio chegou a recomendar a liberação do local.

Segundo o site Povo na Rua, a concessionária alegou risco de degradação severa do gramado e estimou prejuízos de cerca de R$ 300 mil em cadeiras, banheiros e instalações após a partida contra o Boca. O valor não foi confirmado por documento oficial até o fechamento desta reportagem.

São Januário: capacidade ampliada, mas sem aval

Belaciano disse que o clube ampliou a capacidade de São Januário de 21 mil para 25 mil lugares e que a regularização junto à polícia está na fase final. “Infelizmente, ainda não conseguimos essa aprovação da polícia”, declarou. Ele citou ainda que “tem alguns quesitos de segurança” em negociação e afirmou ter fé em uma mudança em 2027.

De acordo com a Folha do Leste, o Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe) se manifestou contra o clássico em São Januário, apontando a circulação de torcedores rivais, a segregação das torcidas e as características de acesso ao estádio. O Vasco, mesmo assim, mandará em São Januário o jogo contra o Corinthians, neste sábado (24), às 18h30, pela 32ª rodada.

O que diz o contrato do Nilton Santos

O site Torcedores.com, com base em informação revelada pelo Lance, afirma que o Vasco recorre a um contrato de permissão de uso do estádio, assinado pelo presidente Pedrinho e por John Textor, na época em que ele comandava a SAF do Botafogo. O documento teria validade até 2028. Pelo acordo, o Botafogo receberia aluguel fixo e a receita de alimentos e bebidas da partida. O departamento jurídico do Vasco já teria feito a solicitação ao clube alvinegro.

Nas reportagens consultadas, não há declaração do Botafogo nem do Flamengo sobre a mudança. A Torcedores.com registra que o Flamengo seria resistente à transferência, sem citar fonte nomeada. O espaço do portal segue aberto para as posições de Botafogo, Flamengo e CBF.

Pendências e o gramado sintético

O Nilton Santos tem capacidade padrão de 46.931 lugares, segundo a Wikipédia, e piso de grama sintética. A Folha do Leste relata que o técnico Pedro Emanuel criticou o gramado artificial e prefere campo natural. Como o Maracanã está fora, o clássico deve ser disputado justamente em piso sintético.

Na tabela de credenciamento da imprensa, o estádio ainda aparece como indefinido. Também dependem de análise a Diretoria de Competições da CBF, a anuência da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro e os órgãos de segurança, que definirão escolta das delegações e portões de cada torcida.

O que esperar até quinta-feira

Para o torcedor, o principal efeito é a incerteza: ingressos, setores e deslocamento dependem da oficialização do local. O estádio fica no Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio.

Fica uma questão de fundo: sem acordo sobre o Maracanã e com São Januário vetado, o Rio segue sem um palco consensual para clássicos de mandante rubro-negro, vascaíno ou tricolor, impasse que o próprio dirigente do Vasco projeta resolver só em 2027.

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